- Pronto, já estão na fase dos abraços!
Encontramos caras já distantes e amigos, sim amigos, daqueles que não esquecemos, que não vemos à meses mas que só a sua presença já nos preenche, já nos estimula a acreditar um pouco nos outros e na vida que um dia se teve e na que virá.
Não sabemos parte da sua vida, quase poderíamos dizer que não os acompanhamos, mas sabemos que isso não é verdade, sabemos que somos presentes mesmos ausentes, a ausência física, mas da presença constante, pelas historias vividas como as contadas, juntos traçamos um passado e futuro. Apesar dos meses de distancia parece que estivemos ontem... a amizade é assim, despida.
- Olhem para isto, parecem miúdos!
Sabemos que na mesa ao lado também está família, também estão amigos daqueles que se pode fazer toda a cagada, mas nós perdoamos e eles nos absolvem, que se riem no dia a seguir dos disparates ditos e feitos, isso é pureza, isso é amizade porque se entende, se sente. Coisas que só a eles se diz.
Amigos distantes e próximos em quilómetros que nos abraçam e amparam onde se trocam risos e loucuras mais inusitadas. Sentimos o verdadeiro significado da amizade, algo que sempre me acompanhou, seres que me foram apresentados uma vez e que esse foi um segmento de tempo continuo, perpetuo, tatuado na minha historia.
Aos sétimos copos já desfraldados com mais abraços amamos o mundo e a vida, acreditamos num futuro melhor e que o amor é eterno.
Aos de branco comprido e preto elegante tecem-se elogios, mais abraços e palavras de sorte, divertimo-nos e divertimo-los demonstramos o carinho que merecem.
- Amanhã ninguém os atura!
Aos amigos solidificamos as amarras que nos unem em todas as diferenças e em todas as semelhanças, acreditamos e admiramo-los, queremos encurtar as distancias. Pena uma noite ser tudo tão breve.
- São ainda uns miúdos!
Aos tantos copos já não me lembro… Mas fica cá dentro tudo tão quentinho que desejamos durar para sempre.
Para os amigos… Foi tão bom encontrar-vos

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