Não sei se o que me atraiu foi o teu cabelo cor de fogo, a tua pele branca onde me imagino a contar os sinais,
- Não te conheço a voz
ou de te imaginar nas folhas perdidas da Vogue. Talvez seja o teu nariz arqueado que te traz um toque reminiscente da Belle Epoque.
- Imagino os aromas que inspiras, gostava que fossem os da minha pele.
Ou então por toda tu seres uma tela de Warhol, onde a excentricidade tem lugar, talvez seja do baton a bater com a carteira ou o verniz com o colar.
- Vamos tirar uma fotografia já aqui, com uma música dos Velvet Underground a entrar pelo ouvido.
Cabelo cor de fogo, não vermelho. Uma mulher fêmea que se desenrola em belas formas nos seus 15 minutos de fama, onde te procuro. Em cada imagem tua realizo o meu filme com poses onde o estilo é a personagem principal. Por vezes, posso não gostar do visual, mas existe sempre algo que seduz, um olhar, uma pose ou um gesto solto e não precisas de falar.
Um sinal, dois, por aí fora até me perder e começar de novo pela estrada branca da tua pele e encontrar-me no sinal que tens entre o peito.
Não a entrar pelo ouvido, a passear por ele, tal como te admirei numa tela de Warhol
Senta-te aí, vamos tirar uma fotografia … demoradamente
- Afinal gostas de atenção, eu gosto de te olhar.

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