sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Epitáfio ao Sr. Valentino





Hoje, com raiva fechas a porta
e ao longe ouço teus passos sem cor. 
Com palavras frias do meu coração com boca morta,
quisera eu amar-te, sem dor.

Ontem, em ti encontrava um gemido quente 
hoje, um rugido amargo sem amor 
quando esperava a tua mão no meu corpo afundar lentamente
e os teus lábios no meu corpo, com fervor

Ontem as tuas unhas minhas costas rasgavam de forma ofegante
mesmo com as palavras frias do meu coração de cavaleiro errante
não afastaram o teu belo corpo onde por uma noite fui Rei
sim, foi entre lençóis que te amei!

Hoje, com raiva os corvos me esperam à porta
tentei desenhar uma canção, saiu um hino
sobre os nossos dias e noites de ardor
feito com palavras frias do meu coração com boca morta
que atiro para o chão manchado de vinho
onde quisera eu amar-te sem dor.


Poeta Bêbedo

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