quinta-feira, 28 de janeiro de 2016



Não me olhes assim Cristovão, como se eu tivesse vontade de te deixar afundar o martelo, tu, de pijama roto entre as pernas, de meias e chinelos a fazer clack, clack de cada vez que andas ou quando estás no sofá de perna cruzada, clack!
Como queres que eu tenha vontade, se chegas a casa e te vestes a ronha. Queria ver se continuavas com essa tusa toda se eu vestisse o pijama da minha mãe de chinelo cambado e roto no dedo grande. Eu sei, Cristovão que a roupa é para despir, mas preciso de um encanto primeiro como o Dr. Abilio que mesmo em casa não tira a gravata. Eu, que mesmo vindo do escritório deixo a saia vestida, até capricho no push up, para quê se tu vais logo vestir-te de urso? 
Estamos no sofá e olhas com ar de galão como se eu fosse cozido à portuguesa e estás pronto para te lambusares no tacho, mas com esse clack com essa barriga a brotar não sei de onde, não dá, e depois a Helena, sempre pintada sempre bem vestida, mesmo em casa quando tira os saltos está com o olho pintado, toda rendada que já lhe espreitei pelo decote, ela sim está um bom petisco, sempre de unha pintada… até o clack se existir, é sexy…